Como é difícil dizer ADEUS…

Oi gente!

Estamos sumidos, né? Bom, peço desculpas, mas isto foi inevitável… Mudamos de cidade, fomos morar em Santos, e além de toda correria, nós ficamos sem internet até no celular, ou seja, o CAOS!

Porém, durante todo este processo de mudança, passei e ainda estou passando por um TURBILHÃO de sentimentos, e no meio disso tudo, resolvi escrever sobre o ADEUS….espero que gostem!

Como é difícil dizer Adeus, mesmo sabendo que chegou a hora…

É uma explosão de sentimentos: ao mesmo tempo vc está feliz, triste, deprimido, eufórico, seguro, muito inseguro…ou seja, os dois opostos nos acompanham a todo momento.

Parece o dia do casamento que você está radiante, mas ao mesmo tempo não quer dizer adeus a casa dos seus pais, ao seu quarto, sua cama de tantos anos…mas sabe que isto é inevitável…e apesar deste aperto no peito, você sabe que vai passar, afinal esta confusão que está dentro de você tem apenas um nome: MUDANÇA! Quando acontece uma mudança na sua vida, você não consegue controlar nada nem ninguém, simplesmente vai acontecer!

O que me acalma é que sei que com tudo na vida a gente se acostuma, tudo dá-se um jeito. Se somos criança, este processo é mais fácil, não temos nenhuma responsabilidade, não há culpas. Mas quando já somos adultos e com filhos, o famoso “e se…” não sai da sua cabeça! Tudo vai dar certo, pois se não acreditasse nisso, não existiria a mudança. E hoje esta etapa é necessária para um crescimento individual e familiar.

Entretanto….
Como é difícil se desligar das coisas que planejou e fez com tanto carinho,
Como é difícil dizer adeus aos seus planos, metricamente traçados,
Como é difícil dizer adeus as pessoas que ama e até aquelas pessoas que você tem um desafeto,
Como é difícil deixar a sua rotina, os seus trajetos do dia a dia, os lugares que está acostumado a freqüentar,
Mas o mais difícil é ver seus filhos darem adeus aos seus amigos, ao seu lar, a sua escola, a sua pequena rotina formada! Isto dói muito!

Nestes momentos é até difícil de lembrar das coisas ruins que passamos, que bom que só guardamos na memória os bons momentos para serem sempre lembrados, os ruins damos um jeito de virarem piadas!

Pensando nisso tudo, para quê precisamos dizer adeus?

Será que com um ATÉ BREVE sofremos menos?

Não custa tentar: RIBEIRÃO PRETO…. até breve! Obrigada por tudo!

Bjs a todos….

Como tentar amenizar o ciúme do filho quando a mãe engravida novamente?

Oi pessoal! Este post é destinado para as mamães que estão planejando engravidar novamente e também para casos de filhos de casamentos diferentes…precisamos prestar muita atenção nas nossas atitudes para não desencadear ações e/ou sentimentos desnecessários, né?

Bom, tivemos duas situações muito diferentes quando se trata de ciúme e gravidez, porque a diferença de idade entre os irmãos foi muito diferente em cada gestação, confiram…

A primeira foi quando engravidei da Chiara: a Marina, que é filha do primeiro casamento do Juninho, ia fazer 10 anos, queria um irmão loucamente, já entendia toda a situação, mas o medo de ser menos amada, deixar de ser a princesa da familia, por mais que seja um sentimento inconsciente, isto rolou, mesmo porque ela cresceu sendo “a filha única” do dois lados: conosco e também do lado da mãe….tivemos toda uma preocupação de mostrar para ela que nada ia mudar, tentamos participá-la a todo momento de tudo: ultrassons, escolha de roupinhas, ficava colocando o ouvido na minha barriga… mas foi uma eterna relação de medo e felicidade o tempo todo, porque ela não sabia o que ia acontecer.

Quando a Chiara nasceu, tudo mudou: ela viu que nada se modificou,  e o amor dela pela Chiara é algo de outras vidas.

 

Aí fiquei grávida do Benício: como a Chiara tinha apenas 2 anos, a nossa dificuldade era explicar para ela a situação, porque vc. fala que tem um neném dentro da barriga da mamãe, mas eles não entendem, eles não conseguem materializar. Então, a nossa opção foi tentar participar a Chiara em tudo também…decoração do quarto, os adesivos que colamos na parede ela que escolheu…me ajudou a separar as roupinhas para a maternidade e por mais que o médico não permite…tentei não deixar de fazer as coisas com ela: dar banho, carregar no colo…fui até onde o meu corpo permitiu, ela poderia achar que o neném estava vindo para “tirar a mãe dela” ou algo parecido.

Em relação a Marina, também foi diferente e acho que desta vez, pecamos com ela, pois achamos que estava tudo certo, afinal ela tinha vivido a gravidez da Chiara, mas não foi bem assim…ela já estava com quase 13 anos e por incrível que pareça, ela ficou insegura, quando decobrimos que era um menino, não sei se passou pela cabeça de que o pai ia amar mais o menino…e quando o Benício nasceu ela estava viajando, então ela foi conhecer o irmão depois de 2 semanas..houve até uma resistência para ela ir conhecê-lo, acho que insegurança, medo de não amar o irmão como ama a irmã, sei lá, dá para imaginar de tudo… definitivamente, ficsmos tão preocupados com a Chiara que não passou pela nossa cabeça que a Marina poderia estar precisando de mais atenção que ela.

Com o passar do tempo (graças a Deus o TEMPO existe) tudo ficou perfeito…todo mundo ama todo mu ndo, ninguém perdeu espaço, o que acontece hoje, é que a Marina já está uma moça, então ela fica menos com a gente..afinal nesta idade, eles só querem ficar com os amigos e ir para festas, né? hehehehe

Bom, mas vamos as dicas, o que aprendemos com tudo isso:

1 – Dê tempo ao tempo: a criança também precisa do seu espaço e tempo para digerir uma informação

2 – PARTICIPAR: a criança não pode ter o sentimento que o neném vai roubar o seu espaço, os pais, o amor das pessoas….a criança tem que estar envolvida com a situação, tem que participar das decisões e temos que cumprir com o que prometemos, por exemplo, com a chegada do Benício, dois dos irmãos tinham que dormir juntos…quem decidiu quem ia dormir com quem foi a Marina (ela decidiu que ela dormiria com a Chiara e, o Benício teria seu quarto), eles têm que saber que suas opiniões são importantes e se forem coerentes serão atendidas, afinal SOMOS UMA FAMÍLIA!

3 – A gravidez não pode ser vista como algo que atrapalha o outro filho…por exemplo: a mamãe não pode  brincar porque está passando mal por causa da gravidez….com o tempo a criança associa tudo de ruim, temos que nos esforçar e quando não dá (afinal, passamos muito mal)… tentar explicar o processo da gravidez sempre sendo algo mágico e lúdico para a criança entender e ainda “defender” o irmão: a mamãe precisa dormir um pouco porque o seu irmão tb. está com sono,vamos contar uma história juntos para ele ouvir de dentro da barriga e dormir junto com a mamãe?….algo parecido, não sou tão criativa assim…hehehehehe

4- Contar para a criança como que aconteceram as coisas na época dela, eles se sentem importantes…sabe “fulano” quando a gente fez este exame com você, o seu dedinho estava na frente do seu nariz…do seu irmão está na perna…o seu quarto era lilás, do seu irmão é azul…esta roupinha era sua, vamos usar com o seu irmão?

5 – Quando o neném já estiver mexendo, estimular a interatividade entre os irmãos: sentir mexer, colocar o ouvido, fazer com que criança cante para o neném…vocês não têm noção: a Chiara brincava de esconde-esconde com a minha barriga, na verdade com o Benício que estava dentro da barriga hehehehe era muito engraçado!!!

Gente, eu acho que ficava horas aqui contando o que já passamos, o que foi bom ou não, mas o post já está enoooorrrrmmmeeee!!!! Espero que tenham gostado das dicas e conto com mais sugestões, afinal não somos donos da verdade e sempre o que dá certo para gente, pode não dar certo para o outro, né? Então, conto com a participação de todos…beijos!!!